Resenha - Quando Cai o Raio (Meg Cabot)


                                            
Mandaram que eu escrevesse um relato, em primeira pessoa, sobre o que aconteceu comigo, falando toda a verdade e nada mais do que a verdade. Então tá. O que aconteceu comigo: fui atingida por um raio. Tudo culpa da Ruth, que resolveu que queria voltar da escola andando, para queimar uns quilinhos... Acabou que eu é quem fui queimada. Ninguém acreditou em mim, nem eu mesma, pra ser sincera. Eu não estava me sentindo mal, não tinha nenhuma marca ou machucado... Nem estava chamuscada! Mas logo as coisas começaram a mudar. Quando acordei no dia seguinte, de alguma forma sabia onde estavam as duas crianças cujas fotos estampavam a caixa de leite, aquelas do Disque-Desaparecidos, sabe? Pois é. Eu tinha certeza absoluta sobre onde elas estavam. O problema é que eu achava que estava fazendo uma coisa boa! Liguei para o Disque-Desaparecidos e avisei à simpática senhorinha onde estavam essas duas crianças, e depois mais outras... Até que dois não-tão-simpáticos agentes federais apareceram na minha escola para conversar comigo. Até parece! Agora sou foragida da justiça, tenho que ajudar um dos meninos que foram encontrados e ainda preciso disfarçar o quanto o motoqueiro da sala de detenção mexe comigo... Ainda bem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar... Certo?



Após uma briga com Jeff Day, que chamou sua amiga de gorda, Jess ganha mais uma semana de detenção, sendo que já tinha sete semanas, na detenção conhece Rob, “um caipira” ( como eles chamam quem mora mais no interior), um charmoso e meio misterioso garoto, após esse periodo na escola, Jessica e Ruth, sua melhor amiga, vão para casa andando, mas no meio do caminho começa uma tempestade e sem ter onde se abrigar, vão para debaixo das arquibancadas, onde Jess se apoia em suporte de metal e é atingida por um raio, indo parar um pouco depois da onde estava. Tudo parece normal até ai, além de estar meio grogue, ela não sente mais nada, porém ao acordar no dia seguinte ela sabe onde estão as duas crianças desaparecidas, que as imagens estão na caixa de leite, e toda vez quecomprava outra caixa de leite, descobria o paradeiro das crianças estampadas na mesma, além disso ela também ganhou uma cicatriz no peito em forma de estrela.
Depois de ligar tantas vezes para o disque-desaparecidos indicando o local da algumas crianças perdidas a FBI começa a desconfiar e a se perguntar como a menina sabe tantos endereços de pessoas desaparecidas, eles vão atras dela e descobrem o seu poder, só que essa revelação não será nada boa para a familia Mastriani, a familia de jess, já que muitos reporteres passaram a ficar na frente de sua casa, o que fez com que seu irmão esquizofrênico tivessse mais uma crise. Assim Jessica resolve aceitar a oferta dos agentes e vai para a base militar fazer alguns exames e para estudarem o seu poder, ficando então algum tempo fora de casa, dando tempo para o seu irmão melhorar.
Mas será que eles não querem algo a mais do poder? Será que eles realmente querem alguem para encontrar pessoas que estão perdidas e ajuda-las a reecontrarem suas familias? E será que Jess quer ter esse poder?
O livro é um relato escrito de Jessica Mastriani aos agentes, onde conta toda a história de como ganhou o poder e depois que foi descoberto pelo mundo. Podemos perceber que Jessica não é uma pessoa muito contralada e muitas vezes bate muito forte para o seu tamanho, ela é do tipo de pessoa pavio curto, um de seus maiores prazeres é sentir a velocidade,em carros e motos, em varios meios de transporte, a menina gosta de uma aventura. Outra fato sobre a personagem principal é que ela parece se preocupar bastante com a sua familia e com a saúde de seu irmão, é uma situação bem dificil com a qual deve se lidar.Infelizmente a principal apesar de ter essa caracteristicas fortes, as vezes ela é um pouco induzível.
O livro em si é bem legal, tem mais aventura do que romance, já que é um relato, mas dos livros da Meg não é meu favorito. É uma história diferente e criativa. Não sei o que esperar da continuação, mas a autora nos deixa uma “surpresinha” no final do livro, que da aquele toque de curiosidade.
Na minha opinião o fato mais interesaante é de como ela mostra que a FBI e outras do mesmo genero não são boazinhas, elas te usam para conseguir o que querem (não só a FBI, mas muitas pessoas também fazem isso) e também que as vezes achamos que estamos fazendo a coisa certa, mas nem sabemos direito o que estamos fazendo, podemos estar errando feio e prejudicando alguem, achando que estamos ajudando. Em situações dificeis, custamos a separar as ações certas e erradas, não sabemos o que fazer.
"E o mais interessante era que, no momento em que acordei, eu soube exatamente o que fazer sobre isso."

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