Resenha: A culpa é das estrelas

 

a_culpa_e_das_estrelas_FRENTE (1)Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Meus amigos me dizem que, assim como algumas pessoas gostam de ver filmes ou ler livros assustadores por algum motivo inexplicável, eu gosto de ler livros sobre câncer. eu discordo deles. Até hoje só li dois livros sobre o tema: A Guardiã da Minha Irmã (que foi o livro que mais me fez chorar até hoje), de Jodi Picoult, e a Culpa é das Estrelas, de John Green.

Eu não leio pelo fato de ser sobre câncer, mas pela carga emotiva que os livros trazem e que podem se aplicar a quaisquer perdas e sofrimentos.

A culpa é das estrelas foi um livro que gostei bastante, não tanto pela história, mas pela filosofia que ele traz. Nós ainda temos tempo de fazer o impossível, mesmo quando tudo está perdido.

Filme: Bonequinha de Luxo

 

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Bonequinha de Luxo conta a história da encantadora Holly Golightly, uma prostituta de luxo.

Holly possui um estilo invejável (que serviria de inspiração para as mulheres da época, com influências visíveis até hoje) e um carisma contagiante, mas ela não era apenas isso. Por trás da bela dama, havia uma mulher frágil, com seus próprios medos, capaz, acima de tudo de se apaixonar.

A poucos meses do retorno de seu irmão, Fred, Holly precisa arranjar uma maneira de provar a todos que consegue cuidar dele e de si mesma. E, para isso, nada melhor do que arranjar um casamento com um homem rico. Mas os planos dela podem mudar de rumo com a chegada do novo morador, Paul Varjak.

É um filme encantador. Se fosse feito hoje, provavelmente diriam que é uma comédia romântica com alguns dramas. Mas, se você fizer uma análise profunda, e lembrar da sociedade em que ele foi feito, perceberá que ele é muito mais do que isso. Bonequinha de luxo mostrou um lado feminino, que era inadmissível naquela época, com muita simplicidade (e digo isso num bom sentido).

Resenha: A Seleção (Kiera Cass)

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Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

A seleção conta a história de America Singer, uma garota classe 5, a qual se inscreve na competição que decidirá quem será a nova rainha Illéa.

O que ninguém desconfia é que o motivo de America participar dessa competição, além da visão de um futuro melhor, é fugir da decepção de seu grande amor.

um vez dentro, America fará o máximo possível para continuar. Mas quais serão as consequências para o seu coração?

Eu estava muito empolgada para ler esse livro, mas tinha receio de que fosse muito infantil e clichê. Não digo que não é um pouco de cada, mas ele consegue ser adorável da mesma forma.

A seleção é aquele tipo de livro que você lê em um dia e fica agoniada por saber que não haverá uma continuação nos próximos 6 meses.

Embora tenha lido algumas resenhas que falavam de uma America extremamente clichê (não sou bela, ninguém nunca me amará...), eu discordei ao ler o livro. O que acontece é que a protagonista em algumas cenas simplesmente admite que existam meninas mais belas do que ela, meninas que podem ter um mundo de beleza, enquanto ela só tem a si mesma; não que ela desconsidere a sua própria beleza. O que a leva a ser escolhida, entretanto, é a esperança com um amor que logo depois a decepcionará.

Dentro do castelo, America tem que competir com mais 34 meninas pela chance de ser a rainha. Ela não deseja se casar com o príncipe realmente; porém, ela precisa ficar o máximo possível na competição, tanto por sua família, que recebe dinheiro, quanto por Aspen, que a magoou profundamente.

Sua sinceridade e encanto conquistam Maxon (o príncipe), e ela se tornar a fiel conselheira e confidente do grande pretendente. Mas poderia seu coração querer algo mais e trair sua intenção inicial?

Maxon é extremamente fofo – e me ganhou na história. Ele é forte e ingênuo, ao mesmo tempo, sem nunca ter vivido fora das barreiras daquele castelo. Ele sabe ser amigo e conquistar aos poucos o coração de America. Apesar de todas as suas qualidades, ele tem que aprender a conviver com o fato de que a única que ele gostaria de escolher na competição, para viver ao seu lado, ainda não está pronta para ser a escolhida. Além disso, estariam seus pais, o conselho e o país prontos para sua escolha, principalmente durante a crise pela qual estão passando?

Ao final, a grande reviravolta. Aspen é contratado como soldado do castelo, passando a convivver novamente com a protagonista, a qual ainda não tem coragem suficiente de contar ao príncipe sobre a identidade do soldado. América, então se vê dividida entre o amor que tinha e o amor que poderia ter

O livro envolve romance, luta de classes (olha o marxismo!), e um futuro distópico. Não sabemos quem escolher nesse ambiente de invasões e rebeliões (descritas de maneira um tanto superficial, eu achei). Não sabemos quem é o certo ou o errado. O futuro depende deles. Illéa depende deles, tanto para que sobreviva, tendo em vista as invasões dos rebeldes, quanto para que mude para melhor (não seja tão estamental).

Por fim, qual o preço que estaríamos dispostos a pagar para subir no poder ou para conseguir viver da forma que queremos?

Para quem quiser, aqui está a lista de todas as competidoras: http://www.kieracass.com/list-of-the-selected/

E aqui a lista das classes e suas características: http://www.kieracass.com/breakdown-of-the-castes/

Tomara que o livro realmente vire uma série (o episódio piloto fora rejeitado, mas a CW deu-lhes uma nova chance)!

Se você não quer spoliers, não leia abaixo e fique com a indicação desse livro maravilhoso!