Resenha: A culpa é das estrelas

 

a_culpa_e_das_estrelas_FRENTE (1)Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Meus amigos me dizem que, assim como algumas pessoas gostam de ver filmes ou ler livros assustadores por algum motivo inexplicável, eu gosto de ler livros sobre câncer. eu discordo deles. Até hoje só li dois livros sobre o tema: A Guardiã da Minha Irmã (que foi o livro que mais me fez chorar até hoje), de Jodi Picoult, e a Culpa é das Estrelas, de John Green.

Eu não leio pelo fato de ser sobre câncer, mas pela carga emotiva que os livros trazem e que podem se aplicar a quaisquer perdas e sofrimentos.

A culpa é das estrelas foi um livro que gostei bastante, não tanto pela história, mas pela filosofia que ele traz. Nós ainda temos tempo de fazer o impossível, mesmo quando tudo está perdido.

Não achei Hazel uma personagem cativante. Ela me parece fria e, às vezes, um tanto mimada. Mas nós poderíamos culpá-la por isso? Não seria apenas mais consequência do câncer? Já Gus é aquele cara que não liga pra nada, é forte, não sente, e está sempre ao lado de Hazel. Até que uma viagem para a Holanda muda as suas vidas. E tudo o que eles construíram juntos está prestes a desabar.

A vida não é como um castelo de pedras que permanece intacto no decorrer dos séculos. A vida é como uma torre instável, onde não sabemos qual será o próximo passo a ser dado. Quando menos imaginamos, perdemos nossos olhos e já não conseguimos respirar. O importante é ter consciência disso e saber fazer dos momentos únicos, sem nos deixar cair pelos obstáculos. Devemos ser autores perspicazes, entender os demais personagens de nossas vidas e saber que há mais. Sempre há mais.

“Um balanço bastante usado, mas em condições estruturalmente boas, procura um novo lar. Crie lembranças com seu filho, ou filhos, para que um dia ele, ou ela, ou eles olhem para o quintal e sintam o mesmo tipo de sentimentalismo que experimentei esta tarde. Tudo é frágil e efêmero, caro leitor, mas com este balanço seu filho conhecerá os altos e baixos da vida devagar e com segurança, e também poderá aprender a lição mais crucial de todas: não importa quão forte seja o impulso, não importa o quão alto se chegue, não será possível dar uma volta completa.”

Boa leitura!

Um comentário:

  1. Tenho lido tantas resenhas e ouvido falar sobre esse livro que estou quase morrendo de curiosidade ! Assim como você,gosto de livros do genero, mas não pela doença ou o problema em si,mas a reflexão que o livro trás. ( e sempre choro,muito !)
    beijos =)
    modiceselivros.blogspot.com

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