Páginas

Resenha: Charlotte Street (Danny Wallace)


Livro: Charlotte Street
Autor: Danny Wallace
Editora: Novo Conceito 

Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam..




Jason Pristley é um cara de 32 anos e não, não é o Jason Pristley de Barrados no baile, ele é um homem magoado com o término do namoro com Sarah,a mulher que pensou que pudesse ser A mulher, mora com o amigo esquisito, Dev ,em cima de uma loja de video games e perto do que todos pensam ser um bordel, mas não é, ex-professor, agora é freelancer de um Jornal Local: London Now. Um certo dia na Charlotte Street, ele (Jason) encontra uma moça com um casaco azul e sapatos bonitos, enrolada com as compras, entrando em um táxi  normalmente ele não ajudaria, afinal isso é Londres, mas quando percebeu já estava perguntando se podia ajuda-la, recebeu um sorriso de obrigada, mas nada dito, a mulher fechou a porta do táxi e foi embora, mas uma caixa foi esquecida, nela dizia Câmera descartável 35mm, assim a história começa.

A busca dele pela A garota, como ele a chama, já que não sabe o nome dela, começa oficialmente após Dev convence-lo a revelar as fotos , isso pode ser errado, mas a curiosidade foi mais forte, no meio das fotos ele encontra um suposto namorado para a garota, o que o preocupa, mas não o impede de continuar com a busca, afinal o cara das fotos pode ser um colega dela de trabalho ou algo assim, no meio delas também acha um foto em que ele, o próprio Jason, está presente, será que isso é o destino se manifestando?


Resenha: The Goddess Test (Aimée Carter)

THE_GODDESS_TEST_1297894194PLivro:  The Goddess Test
Autora: Aimée Carter
Editora: Harlequim Books
Ano: 2011
http://www.skoob.com.br/livro/151349

It's always been just Kate and her mom--and now her mother is dying. Her last wish? To move back to her childhood home. So Kate's going to start at a new school with no friends, no other family and the fear her mother won't live past the fall. Then she meets Henry. Dark. Tortured. And mesmerizing. He claims to be Hades, god of the Underworld--and if she accepts his bargain, he'll keep her mother alive while Kate tries to pass seven tests. Kate is sure he's crazy--until she sees him bring a girl back from the dead. Now saving her mother seems crazily possible. If she succeeds, she'll become Henry's future bride, and a goddess. If she fails...

“Sempre foi apenas Kate e sua mãe – e agora a mãe dela está morrendo. Seu último desejo? Mudar-se para sua casa de infância. Portanto, Kate irá a uma nova escola, sem nenhum amigo, nenhum outro familiar e o medo de que sua mãe não viverá até o outono. Então ela conhece Henry. Obscuro. Torurado. E impressionante. Ele alega ser Hade, deus do submundo – e se ela aceitar sua barganha, ele deixará a mãe dela viva. enquanto Kate tenta passar sete testes. Kate tem certeza de que ele é louco – até ele trazer uma garota de volta à vida. Agora, salvar sua mãe parece até possível. Se ele tiver sucesso, ela se tornará a futura noiva de Henry, e uma deusa. Se ela falhar…”

Que vergonha, eu aqui, depois de meses, finalmente postando. E não posso nem dizer que não li livro algum para falar sobre… Mas esqueçamos esse pequeno pecado e falemos sobre um dos livros que andei lendo – já faz algum tempo que o li; portanto, talvez eu não lembre de muuuitos detalhes.

Vocês já devem ter percebido que eu tenho certo fraco por livros de mitologia. Talvez seja a influência de meu nome, ou talvez seja meu gosto por história. Ou talvez ambos, ou talvez nenhum. The Goddess test conta a história de Kate tentando passar por vários testes para que possa ser a nova deusa do submundo – substituir Perséfone, que optou por dar seguimento à vida, viver e morrer – e salvar sua mãe.

Feliz Ano Novo!

Oi, eu queria apenas fazer um pequeno post desejando feliz Ano Novo a todos, leitores ou não do blog, e para avisar que o blog não está morto!!!
Está difícil conciliar todas as atividades com a leitura de livros e as postagens, mas, agora que estou de férias, tentarei ser mais engajada com o Pèlerine des Mots.
Então, aguardem os novos posts que virão no decorrer dessa e das outras semanas! :)

Para finalizar, uma citação de Ano Novo retirada do site Evene, um ótimo site para quem está aprendendo francês e/ou adora a língua.


« Une année qui finit, c'est une pierre jetée au fond de la citerne des âges et qui tombe avec des résonances d'adieu.  »


"Um ano que acaba é uma pedra jogada ao fundo do tanque das idades e que cai com as ressonâncias do adeus" (Firmin van de Bosch - Aphorismes du temps présent)

Pelo menos, temos um ponto de apoio que permanece, ao mesmo tempo, inalterado e em constantes tranformação: os livros. Da mesma forma que as palavras continuam as mesmas nas páginas de um livro, a nossa interpretação se modifica com o passar dos anos, pois nós mudamos. Neste ano novo, mude, diga adeus a velhos hábitos, abra-se para as mudanças, mas não se despeça de todas as boas lembranças!

Adormecida (Anna Sheehan)

Adormecida - Anna Sheehan

Livro: Adormecida

Autora: Anna Sheehan

Editora: Lua de Papel

Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas. Imersa num sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência.

Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A Terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente para ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios.

Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa única pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.

Imagine-se indo dormir, como você está habituado a fazer, e acordando 62 anos depois, no mesmo lugar, mas com imensas modificações. É o que acontece com Rose. Num dia, ela é apenas a menina rica de 16 anos; no outro, ela é a princesa que acaba de ser despertada após décadas em estase.

Um vez acordada, Rose tem que aprender tudo o que se passou em sua ausência, bem como a se portar nesse novo mundo. Mas como fazer isso, quando existem somente buracos em sua mente e um inimigo invencível atrás de você?

Confesso que, quando comecei a leitura, demorei a me empolgar. Parecia-me algo muito infantil e entendiante. Mas, a partir do momento em que um homem de plástico apareceu na vida de Rose, com a intenção de dominá-la, tudo melhorou. Com a chegada dele, novos mistérios foram sendo revelados e a história ficou cada vez mais complexa, porque ninguém sabia quem era seu comandante, nem o porquê de ele estar atrás de Rose. Essa foi uma das grandes surpresas do livro, pois Rose descobre que aqueles que mais queriam protegê-la, estavam, na verdade, privando-a de viver. E por motivos egoístas.

Resenha: A culpa é das estrelas

 

a_culpa_e_das_estrelas_FRENTE (1)Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Meus amigos me dizem que, assim como algumas pessoas gostam de ver filmes ou ler livros assustadores por algum motivo inexplicável, eu gosto de ler livros sobre câncer. eu discordo deles. Até hoje só li dois livros sobre o tema: A Guardiã da Minha Irmã (que foi o livro que mais me fez chorar até hoje), de Jodi Picoult, e a Culpa é das Estrelas, de John Green.

Eu não leio pelo fato de ser sobre câncer, mas pela carga emotiva que os livros trazem e que podem se aplicar a quaisquer perdas e sofrimentos.

A culpa é das estrelas foi um livro que gostei bastante, não tanto pela história, mas pela filosofia que ele traz. Nós ainda temos tempo de fazer o impossível, mesmo quando tudo está perdido.

Filme: Bonequinha de Luxo

 

audrey_hepburn_bonequinha_de-_luxo

Bonequinha de Luxo conta a história da encantadora Holly Golightly, uma prostituta de luxo.

Holly possui um estilo invejável (que serviria de inspiração para as mulheres da época, com influências visíveis até hoje) e um carisma contagiante, mas ela não era apenas isso. Por trás da bela dama, havia uma mulher frágil, com seus próprios medos, capaz, acima de tudo de se apaixonar.

A poucos meses do retorno de seu irmão, Fred, Holly precisa arranjar uma maneira de provar a todos que consegue cuidar dele e de si mesma. E, para isso, nada melhor do que arranjar um casamento com um homem rico. Mas os planos dela podem mudar de rumo com a chegada do novo morador, Paul Varjak.

É um filme encantador. Se fosse feito hoje, provavelmente diriam que é uma comédia romântica com alguns dramas. Mas, se você fizer uma análise profunda, e lembrar da sociedade em que ele foi feito, perceberá que ele é muito mais do que isso. Bonequinha de luxo mostrou um lado feminino, que era inadmissível naquela época, com muita simplicidade (e digo isso num bom sentido).

Resenha: A Seleção (Kiera Cass)

imagem

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

A seleção conta a história de America Singer, uma garota classe 5, a qual se inscreve na competição que decidirá quem será a nova rainha Illéa.

O que ninguém desconfia é que o motivo de America participar dessa competição, além da visão de um futuro melhor, é fugir da decepção de seu grande amor.

um vez dentro, America fará o máximo possível para continuar. Mas quais serão as consequências para o seu coração?

Eu estava muito empolgada para ler esse livro, mas tinha receio de que fosse muito infantil e clichê. Não digo que não é um pouco de cada, mas ele consegue ser adorável da mesma forma.

A seleção é aquele tipo de livro que você lê em um dia e fica agoniada por saber que não haverá uma continuação nos próximos 6 meses.

Embora tenha lido algumas resenhas que falavam de uma America extremamente clichê (não sou bela, ninguém nunca me amará...), eu discordei ao ler o livro. O que acontece é que a protagonista em algumas cenas simplesmente admite que existam meninas mais belas do que ela, meninas que podem ter um mundo de beleza, enquanto ela só tem a si mesma; não que ela desconsidere a sua própria beleza. O que a leva a ser escolhida, entretanto, é a esperança com um amor que logo depois a decepcionará.

Dentro do castelo, America tem que competir com mais 34 meninas pela chance de ser a rainha. Ela não deseja se casar com o príncipe realmente; porém, ela precisa ficar o máximo possível na competição, tanto por sua família, que recebe dinheiro, quanto por Aspen, que a magoou profundamente.

Sua sinceridade e encanto conquistam Maxon (o príncipe), e ela se tornar a fiel conselheira e confidente do grande pretendente. Mas poderia seu coração querer algo mais e trair sua intenção inicial?

Maxon é extremamente fofo – e me ganhou na história. Ele é forte e ingênuo, ao mesmo tempo, sem nunca ter vivido fora das barreiras daquele castelo. Ele sabe ser amigo e conquistar aos poucos o coração de America. Apesar de todas as suas qualidades, ele tem que aprender a conviver com o fato de que a única que ele gostaria de escolher na competição, para viver ao seu lado, ainda não está pronta para ser a escolhida. Além disso, estariam seus pais, o conselho e o país prontos para sua escolha, principalmente durante a crise pela qual estão passando?

Ao final, a grande reviravolta. Aspen é contratado como soldado do castelo, passando a convivver novamente com a protagonista, a qual ainda não tem coragem suficiente de contar ao príncipe sobre a identidade do soldado. América, então se vê dividida entre o amor que tinha e o amor que poderia ter

O livro envolve romance, luta de classes (olha o marxismo!), e um futuro distópico. Não sabemos quem escolher nesse ambiente de invasões e rebeliões (descritas de maneira um tanto superficial, eu achei). Não sabemos quem é o certo ou o errado. O futuro depende deles. Illéa depende deles, tanto para que sobreviva, tendo em vista as invasões dos rebeldes, quanto para que mude para melhor (não seja tão estamental).

Por fim, qual o preço que estaríamos dispostos a pagar para subir no poder ou para conseguir viver da forma que queremos?

Para quem quiser, aqui está a lista de todas as competidoras: http://www.kieracass.com/list-of-the-selected/

E aqui a lista das classes e suas características: http://www.kieracass.com/breakdown-of-the-castes/

Tomara que o livro realmente vire uma série (o episódio piloto fora rejeitado, mas a CW deu-lhes uma nova chance)!

Se você não quer spoliers, não leia abaixo e fique com a indicação desse livro maravilhoso!